Controlo financeiro de um consultório de psicologia

    6 min de leitura · atualizado em 13/08/2026

    Um consultório de psicologia tem contabilidade simples e tesouraria irregular: valores diferentes por paciente, pagamentos que chegam com atraso e recibos a passar no fim do mês. O que resolve não é uma folha melhor — é registar ao nível da sessão.

    A sessão é a unidade certa

    Se o registo é mensal, qualquer dúvida obriga a reconstituir o mês. Se o registo é por sessão — valor e estado de pagamento — a conta do mês faz-se sozinha e a dúvida resolve-se em segundos.

    Três números para acompanhar

    Não precisa de trinta indicadores. Precisa de saber quanto recebeu no período, quanto está por receber e quem está em atraso.

    • Recebido no mês.
    • Por receber.
    • Pacientes com valores em atraso.

    Cobrar cedo é mais fácil do que cobrar tarde

    Um valor em atraso há uma semana é um lembrete. Há três meses é uma conversa difícil. Acompanhar os atrasos semanalmente evita a maioria dessas conversas.

    Prepare os recibos à medida que avança

    Os recibos passam-se no Portal das Finanças, mas o trabalho pesado é reunir valores, datas e NIF. Se esses dados já estão registados por sessão, a emissão passa a ser mecânica.

    Separe contas pessoais das do consultório

    Uma conta bancária dedicada à atividade reduz o esforço de conciliação a quase zero e torna a conversa com o contabilista muito mais curta.

    Fecho mensal em vinte minutos

    Marque um bloco fixo no fim de cada mês: confirmar sessões realizadas, confirmar pagamentos recebidos, listar atrasos, emitir recibos. Repetido, este ritual substitui os sábados de reconciliação.

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